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As últimas eleições parlamentares japonesas, realizadas no domingo, dia 30/08, surpreenderam pelo número de deputadas eleitas. Foram vitoriosas 54 mulheres entre os 480 eleitos. A Câmara dos Deputados anterior tinha 43 mulheres, o que também era um recorde. As deputadas, agora, passam a representam 11,25% da Câmara, contra 9,4% da atual. O Japão ocupa a 102ª posição no ranking da União Interparlamentar, que mede a presença feminina nos Parlamentos mundiais. Apesar do avanço políticos feminino, esse percentual representa a metade da média mundial de mulheres no Parlamento, 18,3%. O Partido Democrata do Japão (PDJ), de centro, que venceu as eleições, é, em grande parte, responsável pelo aumento do número de parlamentares e pelo rejuvenescimento da Câmara Baixa japonesa, cuja idade média será agora de 52 anos. O partido elegeu 40 das 54 deputadas e apresentou jovens candidatas que foram vencedoras. Entre elas está a jornalista Ai Aoki, que derrotou em Tóquio Akihiro Ota, o líder do Novo Komeito, um partido vinculado à seita budista Soka Gakkais e aliado do governo. Outra foi uma jovem candidata de 28 anos, Eriko Fukuda, à frente de um movimento que protesta contra um escândalo de transfusões sanguíneas contaminadas com o vírus da hepatite. Ela ficou à frente do ex-ministro da Defesa Fumio Kyuma, de 68 anos. O Japão também surpreendeu em 2008, quando a ex-ministra japonesa da Defesa, Yuriko Koike, quase se tornou a primeira mulher chefe de governo no Japão, país conhecido por seu tradicionalismo, conservadorismo e forte cultura patriarcal. Koike era a candidata ao posto de primeira-ministra pelo partido conservador PLD, Partido Liberal Democrata. O futuro primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, começou ontem a preparar seu governo com menos burocratas e mais jovens, cuja prioridade será a revitalização econômica do país, que foi um dos mais atingidos pela atual crise econômica mundial. Espera-se, também, uma presença expressiva de indicações femininas para a composição do novo gabinete ministerial.
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